O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) foi o primeiro integrante do Legislativo a pedir acompanhamento externo na apuração das supostas irregularidades na Assembléia Legislativa denunciadas pela imprensa.
15 de março - Na noite de segunda-feira, a Rede Paranaense de Comunicação apresenta a denúncia dos chamados "Diários Secretos" (diários oficiais avulsos que seriam publicados pela Casa).
17 de março - O deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB) distribui release à imprensa declarando-se favorável a uma ampla apuração dos fatos. Cheida defende "total clareza no processo de apuração dos fatos, para que não paire dúvidas sobre a conduta de quem trabalha honestamente".
18 de março - Cheida reúne-se em Londrina com o presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Dr. Elizandro Marcos Pellin, e pede a participação dessa entidade na sindicância determinada pelo presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, Nelson Justus (DEM). Elizandro Pellin coloca-se à disposição do deputado e informa que a OAB estadual já está tomando iniciativa sobre o caso da Assembléia: seu presidente, José Lucio Glomb, acabara de encaminhar ao procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, requerimento para que o Ministério Público adotasse providências jurídicas pertinentes.
18 de março - Cheida apresenta proposta (que ele pretende que seja defendida pela bancada de seu partido) de que a apuração de possíveis irregularidades seja acompanhada por representantes da OAB, do Sindicato dos Contabilistas e de outras entidades representativas da sociedade paranaense.
15 de abril - Cheida divulga spot (anúncio) e concede entrevistas a emissoras de rádio de Londrina e região em que defende agilidade na apuração dos fatos pela Justiça e ampla divulgação dos resultados desta investigação "para que se separe o joio do trigo".
17 de abril - Assembléia conclui recadastramento de todos os servidores comissionados e efetivos.
2 de maio - O deputado Luiz Eduardo Cheida pede ao Ministério Público (MP) e à Polícia Federal (PF) que a investigação sobre os chamados "Diários Secretos" não se restrinja à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa. Na opinião do deputado, que não faz parte da Mesa, todos os 54 deputados - ele próprio incluído - devem ser investigados: "Isso seria muito importante para todos nós e para a sociedade".
2 de maio - Cheida declara que um grupo de seis deputados foi formado, independentemente da direção, para iniciar um movimento visando à reformulação o Regimento Interno da Assembléia Legislativa.
4 de maio - Cheida defende liberdade para jornalistas na Assembléia. Deputado posiciona-se contra a decisão do vice-presidente da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, Antonio Anibelli (PMDB), de coibir o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas no plenário da Casa.
5 de maio - Anibelli tenta desviar foco da discussão, alegando que Cheida não se importa com a presença da imprensa porque falta às sessões. Cheida rebate as insinuações do vice-presidente da Assembléia com números oficiais. O deputado apresenta relatório de frequência (baseado no painel eltrônico) referente a todas as sessões de 1.o de fevereiro até 4 de maio. Cheida, que tem base eleitoral no Norte do Paraná, compareceu a praticamente 90% das sessões ordinárias: ou seja, 38 das 43 sessões. A própria Assembléia Legislativa forneceu esses dados ao deputado em uma Declaração em papel timbrado, assinado pelo diretor Eron Abboud.